dissabte, de maig 26, 2007


com um abraço no colega John Fante

UM


Em 2006 Marianne Twyck completou 16 anos. De família simples paulistana, classe média normal, avô imigrante, pai que batalhou desde cedo, Marianne faz colegial, diz que quer fazer faculdade. Ah! Marianne não é seu nome verdadeiro, mas nas baladas todos a conhecem assim. Marianne também gosta de balada, vai sempre de quarta a domingo, e numa dessas ficou com Joca. Matuwyck - apelido de seu apelido - gosta de Joca, que tem 19 anos e saiu da escola porque não tem grana pra cursinho (e nem gosta muito de estudar, diga-se), que gosta de Ma porque ela deixa fazer quase tudo quando ficam. Às vezes, Joca diz pro amigo Téo, saio de lá com dor no corpo de tanto que Matuwyck beija, depois deixa mexer, depois mexe também, brinca, dá risadinha, mostra a língua, dá chupão... mas não deixa fazer mais. Téo diz que mina é assim, precisa ter paciência. Joca diz que é ruim, que numa dessas (baladas) teve que ir ao banheiro e bater uma, depois contou pra Ma que só riu e disse que um dia quer ver ele assim, batendo. É louca essa Matuwyck, mas eu gosto e tenho tesão nela, diz Joca com volume aparecendo na calça pro Téo quase babando. Téo não sabe direito ainda do que gosta, mas gosta principalmente de Joca. Téo faz Letras (acho que na USP), escreve poesia erótica, não mora sozinho, mas seus pais viajam quase todo fim de semana e ele fica só no apartamento de quatro quartos no Jardim Paulista. Traz ela aqui, se você quiser, pode usar meu quarto e eu fico na minha, Téo insiste. Joca agradece o amigo, ou diz que nem sabe como agradecer. Téo sabe, faz até olhos de desejo, mas fica quieto. Matuwyck é amiga de Zazá, que (diz) é artista plástica, mas pinta pouco, tem 15 anos e não é mais virgem. Zazá faz de tudo, diz pras amigas falando de sexo e baladas. Namora Lucca, de 32. Já participou de uma coletiva (de arte) no interior e de duas coletivas (de sexo) em São Paulo. Nessas últimas deu pra pelo menos cinco carinhas na mesma festa, sob o olhar de Lucca. Lucca toma conta de mim, diz Zazá. Zazá é maluca, diz Matuwyck, mal disfarçando a curiosidade. Lucca - o tal de 32 anos - é italiano com sotaque e tudo, mora no Brasil há menos de um ano, produtor de elenco (é assim que fala?) de uma agência de modelos, mostra fotografia da Ferrari que tem na Itália, diz que um dia vai voltar e coisa e tal. Zá diz pra Ma que é legal ir à festinha qualquer dia, em vez de só baladinha.Matuwyck diz pra Joca da festa de Zazá. Joca fica puto. Se quer suruba vem comigo então, no apê do Téo rola você não sabia? (mas fala isso reticente-inseguro). Má fica puta com Joca puto por causa disso, chora de escorrer maquiagem preta, logo hoje que veio de gótica. Joca pede desculpa, diz que não é isso, que ama e quer amor, que seu saco dói às vezes de tanto tesão, que ela devia deixar ir até o fim, que assim também tá foda. Matuwick diz que vai pensar, que as coisas não podem ser assim, que quer ter certeza, que passou a vida ouvindo a mãe falar o pai falar o irmão mais velho falar as tias falarem as avós dos dois lados falarem que não pode perder assim assim o cabaço. Quer dizer, minha vó não falou cabaço, mas é isso que ela queria dizer. E a gente já faz quase tudo, lembra seu taradinho? E aí mexe mais no cabelo de várias cores tipo azul turquesa, roxo, amarelo, esverdeado na ponta e diz que quer dançar e Joca toma ice não-sei-o-quê e vai à luta. Zazá na mesma balada exibe os seios num lindo decote. e fala Joca quase berrando no meio do barulho: aí ó, ela é bem mais nova que você e não tem dessas frescuras. Matuwyck sorri e também sorri pra outro carinha e pra mais dois daqueles que sempre ficam parados só de olho. Matuwyck não sabe se deixa mas gostaria de deixar; só ela sabe que depois que conheceu Joca tem siririca todo dia pensando nas coisas que fazem quando ficam, e no dia que deu beijinho nele, no pau dele duro, tanto que depois ele saiu correndo pro banheiro pra não dar vexame na balada. Joca vai buscar mais ice-não-sei-o-quê e um dos caras dos que ficam só de olho (no caso na microssaia dela) chega junto quer dançar se encosta diz tudo beleza, que perna linda você tem, me chamo Manoel e ela ri: só eu mesma pra dançar com um mané, puta que pariu.
Joca volta e olha feio, mané sai tipo disfarçando e diz pra Má me telefona. Joca fica puto (de novo), Má diz que o cara é lesado, nem sabe de telefone nenhum, mas Joca fica puto. Lá fora ela diz que gosta dele e o cara é que chegou junto, mas ela tava dançando e nem viu e o cara só disse que chama mané e que o cara que é lesado, boyzinho metido a besta, mas Joca tá puto, diz que se amar é sentir tanta dor é melhor nunca amar ninguém, que tão certos os carinhas que ele conhece que só comem a mina e se mandam sem nem perguntar o telefone. Então Matuwyck toma uma decisão e uns goles de ice-não-sei-o-quê e diz que tá legal, onde a gente vai. Zazá passa perto, fica sabendo e diz pra ela tomar cuidado, que não é bem assim mas aí Joca já fala no celular pro Téo que vai lá, Téo diz que tá com dois amigos mas tudo bem, na boa, e lá vão eles da balada pro Jardim Paulista de carro fumando um pouco, sorrindo, tomando goles de ice-não-sei-o-quê direto na garrafa e falando coisas tipo minha gata eu te amo. No apartamento, Téo e mais dois meninos se divertem com games. Téo usa roupa clara e leve e levemente perfumado com jeito de quem tomou banho agora. Os dois meninos, um é louro, tem expressão sarcástica e um pouco agressiva; o outro é japa, magro, baixinho, jeito de nerd. Se falam ois, Matuwyck alegre dá beijinhos, quer saber que game é. Téo convida pra beber, ficam na sala batendo papo. O cara louro não tira os olhos das pernas de Má, o japa não tira os olhos de Téo , nem de Joca, nem de Má, nem do cara louro. Joca parece tenso, mas tudo bem. Rola som de Ramones, vê se pode, e depois de duas taças de vinho cada um Téo diz que podem ir pro quarto se quiserem. Matuwyck fica vermelha de vergonha, tensa de repente, algo em torno de que maluquice ir com Joca num quarto de uma casa estranha e ainda com três carinhas do lado de fora. Joca diz que Téo tá perfumadinho e Téo diz que Joca é uma gracinha. Mas se riem como machos, apesar de que Téo queria era mesmo beijar Joca na boca. Téo sorri do abraço no Joca no corredor indo pro quarto e diz que qualquer coisa é só chamar, e espera fechar a porta atrás de si antes de voltar pra sala. De volta à sala o cara louro diz que não sabia que ia rolar suruba com putinha; Téo diz que não vai rolar nada, que só tá fazendo um favor pros amigos e que a gente vai continuar aqui como tava. O cara louro não parece ter ficado muito convencido mas volta pro computador e diz senta aqui Japinha, do meu lado. No quarto Matuywck diz que é maluquice o que vão fazer, mas Joca diz que não aguenta mais de tesão (olha como eu tô, gata), que faz tempo, que sente dor quase sempre e que quer um beijo. Matuwyck senta na cama e sorri, abre as pernas se deitando atravessada no colchão grande e confortável, a mini-micro levantada deixa ver a calcinha pequena e preta. Aliás, ela tá toda de preto, a calcinha é meio transparente, Joca olha com olhos de desejo, de muito desejo, de quase incontrolável desejo a buceta quase sem pelos. E ela diz vem cá Joquinha e ele deita nela e se beijam e ficam lá se beijando e se tirando a roupa um do outro. Um dedo de Joca já mexendo dentro dela....

primeiroINTERVALO Lá na sala, os três jogam no computador e discutem porque o Louro diz que aquela mina é um tesão e Téo diz que ela tem dono, que é cabaço mas que vai deixar o cabaço naquele quarto naquela noite. O Louro continua louro e mais louco. Diz eu quero comer essa mina, pô. Japinha pensa, puxa devia querer me comer, Téo pensa, puxa devia querer me comer, Louro diz se não comer ela como a bunda de vocês dois. Quase juntos os três dizem (e dão risadas e bebem vinho) que parece que todo mundo vai se foder nessa história. Além de Matuwyck que já tá sendo, claro.

DOIS


o Louro joga um game de dar tiros em carinhas que passam numa rua, bebe vinho tinto direto na garrafa e se diverte com gritos tipo 'vai se fudê putaiada'; e japinha fica sentado do lado dele se esforçando pra entender porque um cara que parece tão legal é tão escroto ao mesmo tempo. Ficam um tempo nisso de um dar tiros e matar urbanóides alucinados ou velhinhas desprotegidas nessa incrível cidade virtual e outro pensando sentindo o calor das coxas se encostando, e com o canto dos olhos observa o amigo e Téo tecla sacanagens num chat de meninos putinhas no outro computador. Louro acaba de matar todo mundo no game e diz que aquilo é igual à vida real porque quando acaba parece que não aconteceu nada e aparecem números que mostram se você venceu ou não. Não precisa ler jornais, cara, um game é a mesma coisa e tem adrenalina. Agora não sei se vou na balada ou se como aquela putinha que tá no quarto. E por falar em fuder, diz pro Japinha, sua bunda é lisinha mesmo? deixa disso Lôro, o japa ri sem jeito, mas Louro quer saber, me mostra - quase ordena - eu quero ver sua bunda antes da putinha sair do quarto. Téo olha dando risada. Deixa de onda, meu, vai dizer que nunca mostrou a bunda pra ninguém? já, mas não assim, Japinha fala meio tenso, meio sem acreditar, e tem que explicar que foi na escola, no vestiário depois da educação física pra dois colegas que ficaram zoando só, dizendo que era parecida de menina e que ele era um tesãozinho. Téo não era um deles, mas já sabia que japinha tinha sido comido por dois carinhas das última série no vestiário e Louro berra dando gargalhadas, óia onde eu vim parar... Tira a calça aí menininha; chupa aqui boneca, e continua a espancar o teclado procurando mais games com gosto de sangue.




TRÊS

Zazá espera Lucca na porta da balada. Vão a outra (balada), com amigos dele que chegaram da Itália também. onde será que aquela maluca foi dar pro Joca! pensa em Matuwick, pensa no dia em que se beijaram depois da piscina no prédio dela e era um dia de sol e elas duas e mais duas se abraçaram e depois veio a noite e se gozaram todas juntas no apartamento por um tempo que agora parece ter sido infinito. Matuwick, Matuwick, que vida lôca sua lôca.



QUATRO

Matuwyck e Joca estão na cama. Ela queria fazer amor, queria uma primeira vez de verdade; ele queria foder. É desconfortável, ela pensa, dolorido ela sente, agora encharcada com os líquidos de Joca, que dorme profundo. My god, que sensação estranha que vontade de uma siririca, queria gozar, mas e se ele acordar? não era pra ser assim, acho; bem que Zazá falou que devia.... que devia... sei lá o que devia. Ma procura um cigarro na blusa de Joca, quer fazer xixi, sente o cheiro forte de porra, precisava falar com alguém, por que esse porra ta dormindo, e ouve os caras falando alto na sala, sente vergonha e excitação, sabe que é a putinha da vez: mesmo com a porta fechada ela ouve o Louro falar que gosta de putinhas assim como ela. Téo bate na porta pergunta se tudo bem, se querem ir na balada. Twick diz que não, que Joca dormiu e ela quer tomar banho. Louro berra do outro lado, abre a porta putinha, vou te ensinar a gozar. Matuwyck ri, acha Louro legal (apesar de ser um puta maluco, meio escrotão todo mundo acha), mas não pode nem pensar nessas coisas agora. Joca se espreguiça na cama de pau novamente duro e diz onde você vai minha gata e Matuwyck pelada no meio do quarto não sabe se abre a porta, volta pra cama ou vai fazer xixi. Xixi, sim, ela entra no banheiro e faz xixi com a porta aberta e Joca ainda na cama pergunta “o que aquele escroto quer” e que vai sair de lá e distribuir porrada e aquele maluco berra de fora do quarto que quer comer a putinha também. Matuwyck dá risada enquanto entra debaixo do chuveiro pensando e divertindo-se consigo mesma enquanto cantarola pra limpar o resto da porra e coisas assim.



CINCO

As três e pouco da manhã Zazá está seminua num apartamento imenso em Higienópolis e há mais três meninas, uma delas dançando completamente nua sobre uma mesa na sala de jantar e sete ou oito carinhas conversam, dão gargalhadas e falam coisas, palavrões. Zazá diz pra Lucca que é melhor ir embora, Lucca diz que não, que os carinhas são legais, que ela sabe que ele sempre toma conta dela e um dos caras ouve a conversa e faz uma puta cara de cafajeste pra dizer, esquece aí mina, a gente te comprou.


SEIS
Louro: - Senta aqui Japinha.
Japinha: - Não! Não to a fim de fazer isso aqui.Louro: - Então me paga um boquete.Japinha: - não!.... ok! Mas lá no quarto.Louro: - Não! Aqui na sala mesmo, junto com o Téo.Japinha (relutante): - Ok! Mas não é pra acostumar tá?Louro: - Mas deixa eu gozar na sua boca!
Téo senta-se junto deles no sofá vermelho de tecido parecido com veludo.

segundoINTERVALO/the wheel of the quivering meat conceptionJean-Luc é fotógrafo, dá aula de fotografia numa faculdade não-sei-onde, gosta de jazz e bebe vinho direto, quer dizer, toma vinho regular e quase diariamente. As quatro e pouco da manhã em outro apartamento numa rua mais calma de Higienópolis - perto da FAU -Jean-Luc ouve jazz - uma coisa assim meio em torno de John Coltrane and Miles Davis intercalados com solos de Gerry Mulligan não deixando de considerar (ele diz pra Gweeny entre sorrisos e goles de tinto francês) o magnífico solo de bateria do Joe Morello naquele disco do Dave Brubeck e etc. e (também) continua bebericando e enchendo a taça de vinho tinto com Gweeny e falam de coisas como poemas de Beckett se entrelaçando com comentários acerca de Finnegans Wake de Joyce e todas essas coisas que preenchem a vida de certo tipo de gente, assim como eles. Gweeny de cabelos longos e molhados depois de uma ducha quente veste (só) uma camiseta de Jean e recolocou a calcinha branca, pequena, e alterna a leitura em voz alta de trechos de poemas entre os papos algo filosóficos. O cara diz coisas como achar que a psicanálise não serve pra avaliar a poesia desses caras que viveram e/ou transitaram por Paris no outro tempo, e então que nem sabe porque se escreve tanto sobre psicanálise e essas coisas, possivelmente porque os caras que escrevem essas coisas precisam agradar os respectivos psicanalistas. Gweeny meio embriagada por palavras e vinho, bebe as palavras, bebe o vinho depois de ter bebido a noite, o luar e essa espécie de amor inesperadamente selvagem até então impossível de se pensar na sala de aula onde Jean-Luc fala coisas nem sempre compreensíveis pra alunos nem sempre muito a fim de compreender seja lá o que for. Gweeny gosta das aulas de Fotografia (e também das de Filosofia) desde que começaram, ela sempre diz.

SETE

Gozar com as meninas foi melhor, Matuwyck pensa. E nenhuma delas depois dormiu ou parecia bêbada ou acordou mal-humorada, se diverte pensando enquanto se acaricia com os dedos da mão direita e da mão esquerda e Joca quase ronca, garrafa de vinho vazia; queria tomar uma coisa gelada, o pessoal tá quieto na sala, o que será que aconteceu lá? e continua a se acariciar mais intensamente enquanto Joca dorme dorme.



OITO

Zazá diz pra Lucca que se ele pensa que ela é puta ou vai ser puta ele tá muito enganado; ela não é puta e que história é essa de me vender pra esse bando de italiano babaca? Lucca agora com cara de poucos amigos diz pra ela se acalmar e falar baixo, que é brincadeira do carinha, que é divertido trepar assim todo mundo, que é legal fazer as fotografias pra ficar vendo depois, a sós. e Zazá quer berrar e quer ir embora e Lucca diz que não dá e Zazá começa a gritar e Lucca a esbofeteia mandando calar a boca e Zazá chora. fora do quarto o som rola alto, uma coisa meio assim baladinhas dos anos oitenta, uma das meninas em outro quarto com dois dos caras grita dizendo não não não e Zazá chora dizendo eu acreditei em você e Lucca diz que ela vai ter que dar pra todo mundo nem que seja amarrada e todo esse tipo de coisas que se diz em ocasiões como essa.



NOVE

Quase de manhã na cidade, Gweeny and Jean-Luc se beijam longamente e ficam abraçados por um longo tempo no terraço do apartamento... agora Ornette Coleman toca no cd e os primeiros raios de sol emolduram Gweeny ENQUANTO Jotaéle apressado diz que não pode se atrasar pra aula das oito e um certo canto de pássaros e uma taça de champanha fecha o cenário algo insólito. Ao longe, uma buzina e um ranger de pneus. São Paulo é uma cidade estranha pensa ela, também pensando que gostaria que o tempo parasse e que vai tomar café da manhã na padaria, rindo consigo mesma porque sabe que é bom ser livre.

DEZ

Com cara de balada, maquiagem desfeita, cabelo mais arrepiado que sempre e olhar tarado do motorista - que ficou olhando pras suas coxas o tempo todo pelo retrovisor (como esses carinhas são imbecis, pensa Marianne) - Matuwyck acaba pagando mais do que devia, desce do táxi e caminha pela rua Maranhão. As pessoas matinais, indo pro trabalho ou passeando com cãezinhos olham como se estivessem vendo um monstro de filmes (americanos, claro, afinal estão no bairro de Higienópolis, São Paulo, Brazil) e a própria Ma sabe e sente que não é mesmo muito comum meninas altas de corpo escultural vestidas em microvestidos pretos andarem e irem à padaria às seis e meia da manhã em Higienópolis e Matuwyck ainda sente fome e amargo na boca, ainda o gosto de Joca, e amargo no coração. Ainda o desgosto por Joca. My god, pensa ela, será que faz mal engolir pôrra?

ONZE

Gweeny tem sono e cara feliz. Pede café expresso e um pãozinho quente com manteiga. Uau, ela pensa sorrindo, tô feliz e não-apaixonada. Ao seu lado, próxima e intensa, Matuwick olha a xícara de café. Não devia ter pedido com tanto chantili.... mas, pôrra, ninguém tem nada a ver com isso. Gweeny sorri pra Matucwick que sorri pra Gweeny e se dizem oi. Entre meio-sorriso e meio olhar de o que será que esse mulher ta fazendo aqui. Em frente, ao lado, os tais olhares curiosos de sempre porque o padrão costuma ser bem diferente daquelas incríveis aparições matinais. Oi, diz Gweeny de novo e Mat sorri ainda com amargo na boca e no coração.

DOZE

Meio perto dali, num apartamento estranho e vazio, Zazá também chora. Vai ter um dia ruim, ela até já sabe em sua dor física. Meio perto dali em outro apartamento desarrumado e cheio de garrafas vazias na sala Téo - de olhar perdido - está sentado no sofá, a mão sobre o corpo de Louro roncando ao lado; e Japinha chora no banheiro, tomando banho, limpando porra com sangue de seu corpo pensando em ‘e agora, como vai ser?’. Raios de sol entram pela janela. É de manhã em São Paulo.

(continua)

4 Comments:

Blogger Débora Aligieri said...

Li até o quinto sem parar e tô adorando, acho que nunca tinha lido nada seu tão erótico e seco ao mesmo tempo. beijos

dimecres, de juliol 04, 2007  
Blogger Lady Cronopio said...

Herói!
Aquela coisa toda e beijo.

dijous, de juliol 12, 2007  
Blogger lilian alves said...

sabe, 2009 também.

dijous, de maig 28, 2009  
Blogger lilian alves said...

Um jazz. Um improviso. Uma vida.

dimecres, de febrer 10, 2010  

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